Sexta-feira, 10 de setembro de 2010
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16/09/2009
A decisão final é sua

A escolha é sua e você não deve abrir mão dela. Su­­gestões podem ser discutidas, mas nunca impostas pela família. Muitas vezes os pais se projetam nos filhos e o jovem acaba es­­colhendo um curso que não é exatamente o que queria pa­­ra dar continuidade aos negócios da família. Lembre-se: é o seu futuro que está em jogo.

O que vem pela frente?

Os nomes das disciplinas de um curso nem sempre revelam o que elas realmente são, por isso, é importante pesquisar o que se estuda em cada uma. Um dos caminhos é visitar as feiras de profissões e conversar frente a frente com alunos e professores. Também é fundamental conhecer a rotina da profissão e as diferentes possibilidades de trabalho na área. Foi depois de se informar melhor que Alan Barcelos, 17 anos, desistiu de cursar Engenharia Ambiental. “Pesquisei a grade curricular e percebi que o curso tem muita matemática e física, o que eu não quero. Agora estou em dúvida entre Administração, Relações Públicas ou Publicidade”, conta. O mesmo aconteceu com Vanessa Martins, 17 anos. “Já pensei em fazer Engenharia de Alimentos. Mas fui a uma palestra há dois anos e percebi que as matérias não me interessavam”, diz ela, que pensa em fazer Farmácia.

A família pode ajudar

A ajuda dos pais e professores pode fazer a diferença, já que eles podem dar pistas muito úteis, de quem vê a situação de fora. A empresária Simone Lima, 39 anos, conta que há mais de um ano começou a instigar o filho Bruno, aluno do terceiro ano do ensino médio, a se conhecer melhor. “Eu e meu marido começamos perguntando do que ele gostava, o que curtia e não curtia.”

Descubra o seu “talento”

Identificar a vocação nem sempre é simples, tanto que há especialistas em ajudar os outros nessa tarefa.O trabalho de orientação profissional pode incluir entrevistas individuais, dinâmicas de grupo, conversas com os pais e entrevistas com representantes das profissões de interesse. O objetivo não é indicar um único caminho, mas fazer com que o aluno se conheça melhor e perceba em que áreas e carreiras pode se dar bem. Mas nem tudo são flores: muitas vezes você pode descobrir que não se dará bem em determinadas circunstâncias ou áreas que tem interesse em seguir.

De que você gosta?

O ideal é que escolha da profissão leve em conta não apenas o que você faz bem, mas também do que gosta de fazer. Isso quer dizer que você pode até ter facilidade em uma matéria, mas não interesse. Avalie, também, se prefere trabalhar em ambientes fechados ou abertos; com muita ou pouca gente; sozinho ou em equipe; com papéis, pessoas, animais ou plantas. Outra dica: é importanteter aptidão para o trabalho que será desenvolvido, mas se você tiver dificuldade para desempenhar uma função específica isso não significa que é preciso mudar de escolha. Algumas competências podem ser desenvolvidas com a prática. Um exemplo: pode ser que você adore arquitetura e não saiba desenhar, por isso tenha de partir para um curso de desenho.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

 

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