Sexta-feira, 10 de setembro de 2010
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14/01/2009
Os pais e a escolha profissional de seus filhos

O prazer no trabalho vem do sentimento de sucesso, do cumprimento de responsabilidades sociais e da demonstração de habilidades pessoais, pois o trabalho mobiliza o pensar, o agir e o querer. Ser humano e trabalhar são princípios correlatos.

Com o avanço da tecnologia, o trabalho aumentou em sua complexidade. Vivemos numa sociedade também complexa, instável e de grande competitividade, que se transforma. Não é difícil entender os questionamentos derivados desse processo. A atualidade é a era do conhecimento, imperativo no processo evolutivo das relações de trabalho. A competência se faz por meio desse conhecimento, que deve estar comprometido com as habilidades de trabalho que a competitividade exige.

É nesse panorama que os jovens deparam com o problema da escolha profissional. Difícil tarefa a de identificar vocações, aptidões e habilidades e, por meio delas, optar por profissões, em um momento crucial do desenvolvimento biológico e intelectual. Opção que redundará num processo mais sólido de construção do futuro.

Os jovens, ao escolherem a profissão, estão preocupados em “montar” o seu “vir -a -ser”. Estão, no entanto, vinculados às suas famílias de forma especial, nas quais são elementos periféricos, que precisam se separar para construírem um outro sistema, no qual sejam o centro.

Uma das dificuldades é a discordância que pode existir entre a vontade dos pais e a dos filhos. É evidente que os pais desejam o melhor para seus filhos, só que não podem (e não devem) decidir por eles. Há a premência de que os pais tenham consciência da singularidade da natureza humana. Não existe um ser que seja igual ao outro. Daí, nem sempre o filho ter a mesma profissão dos pais.

Os pais devem estar alertas para o fato de que a escolha profissional do filho representa um processo e o início depende das tendências pessoais do filho. Não existe receita. É pela linguagem e diálogo que os pais dão forma a seus filhos, afinal, eles são os primeiros geradores de opinião. Há de se preparar o filho para a atividade profissional; que a desempenhe da forma que ele realmente é, por vocação; que seja significativa, e não que represente um papel. Se o filho seguir a profissão dos pais, que seja por vontade própria, e que tenha a felicidade de ter nos seus pais o exemplo de realização, que possa deixar marcas de bem no mundo, para, no futuro, poder contemplar o seu trabalho realizado com orgulho próprio.

É preciso lembrar que a busca do sucesso constitui-se na tendência do ser humano. Não se trata apenas do êxito profissional, mas do sucesso integral. O sucesso trazido emocionalmente pela satisfação pessoal, integração no mundo, adaptação às novas realidades e, principalmente, pelo contínuo movimento de aprendizagem e crescimento.

FONTE: Gazeta do Povo

 

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