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30/10/2008 Duas grafias valem na prova
A mudança ortográfica não se dará de uma hora para outra: normas antigas serão aceitas durante os próximos quatro anos
A reforma ortográfica que pretende unificar o registro escrito nos oito países de língua portuguesa – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal – entrará em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2009. Mas os candidatos desatentos que utilizarem as regras antigas no vestibular do próximo ano não devem perder pontos no concurso. Segundo o decreto presidencial que instituiu o calendário das mudanças, haverá um período de transição até 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atual e a nova norma estabelecida.
“As duas formas conviverão até 2012, inclusive em concursos. Nenhum candidato poderá ser punido por escrever de acordo com as regras antigas”, afirma Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa (Colip) do Ministério da Educação, criada para representar o Brasil nas discussões sobre a unificação ortográfica. Ele ressalta que durante os próximos quatro anos a antiga norma terá de ser aceita, inclusive, nas provas escolares. “Isso não quer dizer que os professores devem deixar para ensinar as novas regras no último dia”, enfatiza. De acordo com a assessoria de imprensa do MEC, todas as escolas precisarão aderir à reforma até o começo de 2010.
Em Curitiba, professores de colégios e cursinhos já preparam os alunos para as mudanças e dizem que utilizarão material didático adaptado às novas regras a partir do ano que vem. Apesar das declarações do presidente da Colip, algumas instituições afirmam que irão cobrar as novas regras nas avaliações escolares.
Segundo o professor de Português João Filipe de Souza Magnani, do Curso e Colégio Acesso, os alunos já começarão a exercitar a nova ortografia em 2009, mas as regras só serão exigidas nas provas escolares quando a Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidir cobrar o acordo ortográfico em seu vestibular. Ele enfatiza, entretanto, que o prejuízo para o candidato que não estiver por dentro da reforma será mínimo. “O desconto para erros de português na prova de Redação dos vestibulares é muito pequeno”, afirma. Além disso, o professor lembra que as mudanças, no Brasil, irão alterar menos de 1% das palavras, algumas delas muito pouco utilizadas pelos estudantes.
FONTE: www.gazetadopovo.com.br
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